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Folhasete conta mais uma bela história

  • - Família escolhida pelo coração

Diandra e Rebeca preenchem de amor a vida da mamãe Luciana.

Domingo, 10 de maio, é Dia das Mães e o Folhasete não poderia deixar de render novamente uma homenagem especial àquelas que não apenas perpetuam a vida, mas representam no sentido literal a força serena, a coragem diária e o amor intenso que se assemelha ao amor crístico: paciente e generoso, que acolhe, perdoa e é entregue sem medida.
A protagonista da história de hoje é mãe de um amor que não floresceu no ventre, mas no coração, por que há maternidades que chegam como um sopro inesperado do destino e outras são gestadas no tempo, na espera paciente, na fé que insiste mesmo quando o sonho parece distante. A história de Luciana Maier Gagiola é assim; entrelaçada fio a fio com esperança, silêncio e a certeza de que o amor, quando é verdadeiro, sempre encontra o seu caminho.
Mãe de duas lindas meninas, ela não carrega apenas o título, carrega a essência. Diandra Eloisa e Rebeca Luisa não são filhas biológicas do casal Luciana e Ivandro. Como define a própria Luciana, elas foram “preparadas por Deus”. Foi uma longa espera. “Foi um processo bem demorado e cheio de incertezas. Ficamos oito anos na fila. Quase desistimos por causa da demora”.
Irmãs de sangue e inseparáveis, as garotinhas chegaram para transformar não apenas uma casa em lar, mas uma vida inteira em pertencimento. Quando a adoção aconteceu, Diandra tinha quatro aninhos e Rebeca, três. Hoje, com cinco e quatro anos respectivamente, elas já são o retrato vivo de uma história que começou muito antes do encontro.
Adotar duas crianças ao mesmo tempo foi, para os que apenas acompanhavam de longe, um ato de coragem quase imprudente. “Muitas pessoas me chamaram de louca, mas a gente aprende a conviver e se adaptar. Não sei como seria se fosse apenas uma. Entendo que irmãos se completam. Desde o início do processo, meu perfil já aceitava irmãos”.
Dentro de casa, as diferenças surgem como cores distintas num mesmo matiz. Rebeca e Diandra são únicas em suas formas de ser. “Elas têm personalidades bem diferentes, mas nos ensinam diariamente. Uma é mais objetiva e a outra mais sensível. É parecido com o que eu e minha irmã gêmea vivemos na infância: o furacão e a bonança”.
Em relação aos desafios, comenta que estes são diários. “Mas o aprendizado e as vivências são fantásticos”. Sem esquecer de acrescentar que a maternidade a tornou mais flexível, amável e sensível. “Passei a entender melhor o amor e o sentimento das mães pelos filhos. As prioridades mudam. O egoísmo do eu dá lugar ao nós”. Ao definir o que é ser mãe, Luciana diz que “é um amor sem limites. Independentemente da situação, você ama os filhos sem medida”, garante. 

Preconceito

Há diversos fatores que dificultam as crianças em situação de adoção a encontrarem um novo lar. “Gostaria de ressaltar que ainda existe muito preconceito em relação à adoção e que as pessoas precisam desenvolver mais empatia sobre o tema. Não posso romantizar o processo, pois desafios, incertezas e medos existem em todas as famílias, inclusive nas tradicionais. Mas, quero dizer aos casais, ou a qualquer pessoa que deseja ser pai ou mãe, que não desistam. Enquanto nos preocupamos com o que os outros vão pensar, existem inúmeras crianças esperando por um lar, sedentas de amor, carinho e cuidado. E, independentemente da situação, essas crianças chegam para nos ensinar”. Luciana Maier Gagiola é grata por tudo o que aconteceu. “Minha eterna gratidão a Deus pela oportunidade de viver esses momentos. Ele sempre sabe a hora certa”.

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