Seu Alfredo deixou para trás dois vícios
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- Alfredo Smaniotto
Idoso searaense comemora a nova vida sem dependência do álcool e do cigarro.
As escolhas que fazemos ao longo da vida é que vão determinar o nosso desempenho na caminhada. Cuidar da saúde é, sem dúvida, o primeiro e mais importante passo para garantir uma jornada equilibrada, com qualidade para o corpo e a mente. Sempre é tempo de optar pelo melhor.
Seu Alfredo Smaniotto é prova disso. O gremista searaense de 83 anos, morador da rua Davi Tochetto, no bairro São João, conta com orgulho que venceu duas árduas batalhas, o que considera ter sido fundamental para chegar até aqui celebrando uma vida saudável. Há 25 anos ele superou o alcoolismo e há cerca de 15 anos também deixou para trás o vício do cigarro. Não fosse assim, talvez hoje não poderíamos contar a história desse senhor bem disposto, simpático e brincalhão, que esbanja energia e bom humor.
A reportagem do Folhasete visitou seu Alfredo nesta semana, porque exemplos como o dele so importantes e merecem ser compartilhados. Ele foi agricultor por longos anos e afirma que sempre trabalhou bastante na lida. Culturalmente, a bebida e o tabagismo fizeram parte dos momentos de diversão e lazer de boa parte das famílias, principalmente das gerações mais antigas, e foi desta forma que o vício envolveu seu Alfredo, algo que faz questão de relatar e alertar que não são boas escolhas. Porém, conseguiu perceber isso a tempo para tomar um novo rumo. “Quando estava bêbado, tudo era fácil, mas era a bebida que me dominava. Não era bom. Não era eu que tomava as decisões. Agora eu sei o que eu falo e faço”. À época consumia em média dez litros de bebida alcoólica por semana. “Cada pouco estava no hospital. É uma vida antes com a bebida e outra bem melhor depois. Muda como o dia e a noite. Estava sempre caminhando no escuro”.
Para não chegar ao ponto de uma internação para se livrar do alcoolismo, por conta própria decidiu que podia e iria parar. Recebeu o importante apoio de Selvino Garghetti, Valério Dezem e Ivo Dalle Laste, então membros do Aral e AA, e da família, que é seu alicerce. Dali em diante, só entrava nos bares para comprar cigarro e saía rapidinho para não recair. Recorda que não foi nada fácil.
Já para abandonar o cigarro, no seu caso foi um desafio maior do que para largar a bebida. “Um dia pensei em fazer uma surpresa para a turma de casa”. Comenta que, por precaução, costumava carregar um maço no bolso e outro de reserva. Mas, determinado a mudar, foi reduzindo o consumo até conseguir ficar livre do vício. E assim conquistou a segunda “medalha” de mérito. Não contou a ninguém sobre sua decisão. Queria que as pessoas percebessem por si mesmas. Por isso, continuava levando no bolso o maço quase cheio. “E um isqueiro novito”, brinca. Aquilo representava ao mesmo tempo uma tentação constante e um símbolo da própria força de vontade para dar um basta. E conseguiu. Recorda que à noite jantava e logo ia dormir para evitar a vontade de fumar, que era grande. “Foram dois dias vencidos, depois dez, 15, um mês, dois e, pronto”. A luta foi ficando mais fácil, até vencer o vício completamente.
Grato pelas ajudas que recebeu através das reuniões das família Aral e AA, e também dos profissionais do grupo antitabagismo do município, que igualmente foram fundamentais no processo, a nova versão de Alfredo Smaniotto afirma sem titubear que abandonar a bebida e o fumo foi a decisão mais acertada que já tomou. Como recompensa, conquistou saúde, aliviou o bolso e transformou a própria felicidade na alegria de toda a família. Hoje, aproveita a vida com entusiasmo. Viaja, vai a festas e celebra cada momento ao lado da esposa Terezinha, do filho Jovenir, dos netos, demais familiares e amigos. Vive com leveza e, melhor ainda, sem medo de recaídas.
Também faz questão de aconselhar outras pessoas a pensarem bem antes de acender um cigarro ou dar o primeiro gole de bebida. Sabe, por experiência própria, que essa viagem pode ser cheia de perigos, com consequências graves e que, para muitos, o caminho de volta nem sempre acontece.
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