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Já são seis meses de indefinição

  • - Instituição está fechada há seis meses

Oficialmente o imóvel não existe nos registros. Há somente uma área de terra.

A Casa Familiar Rural (CFR) Ludovico de Marco, localizada no distrito de Caraíba, em Seara, iniciou suas atividades em junho de 2004. A Instituição foi criada com o propósito de promover uma educação prática voltada ao desenvolvimento da agricultura familiar local, formando e qualificando jovens agricultores.
O objetivo central era possibilitar que os jovens matriculados dessem continuidade aos estudos sem a necessidade de deixar o meio rural, contribuindo para a redução do êxodo e para o fortalecimento das comunidades do campo. Além disso, buscava aperfeiçoar e modernizar as propriedades com a Formação Técnica e Escolar e do Ensino Profissionalizante utilizando a Pedagogia da Alternância.
A Casa Familiar Rural neste momento está fechada. Os alunos remanescentes dos cursos foram realocados para a unidade de formação de Xaxim, que pertence à Coordenadoria Regional de Xanxerê. A supervisora da 33ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Seara, Sandra Anater, informou à reportagem do Folhasete que os cursos não tiveram continuidade porque o espaço existente no município não oferece condições estruturais adequadas para atender os matriculados. “O Estado tem professor e orientador. Tem tudo. Mas não tem um local adequado”. Ela explicou que estão em andamento tratativas com o prefeito Beto Gonçalves para que o imóvel seja doado ao Estado. Com a transferência, o Governo de Santa Catarina poderá investir nas melhorias necessárias e, posteriormente, reativar as atividades na Instituição.

Posição do município

O prefeito de Seara, Beto Gonçalves, informou que neste momento o município trabalha na regularização do imóvel por meio do processo de averbação. Segundo ele, oficialmente a edificação não consta nos registros. “Teoricamente, aquele prédio não existe. Anteriormente, o município recebeu emendas parlamentares destinadas à Instituição, mas os recursos não puderam ser utilizados porque, segundo os registros, só existia o terreno. Agora, através da Amauc, está sendo realizado o levantamento técnico para a elaboração da planta, aprovação do projeto e posterior averbação da edificação. Sem essa regularização, não é possível destinar verbas para o local”. Na sequência, conforme Beto Gonçalves, a intenção é, sim, depois da regularização, passar a gestão ao Estado, pois os alunos que frequentam a Casa pertencem à rede estadual de ensino.

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