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Chamamento à proteção de crianças e adolescentes

  • - Iraci Andrade lembrou que omissão é crime

Mês dedicado à luta contra o abuso e exploração sexual infantil.

O combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes foi o tema central do II Seminário Municipal de Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes realizado na tarde da última quarta-feira, na ADC Seara. A palestrante e assistente social Iraci de Andrade, especialista na área, abordou durante o evento as diferentes formas de violência praticadas contra a infância.
Ela destacou os impactos e os diversos níveis dessas violações além da sexual, como negligência, violência física, psicológica e institucional. “Prevenção é um ato de amor”. Nas falas direcionada aos pais, profissionais da Saúde e da Assistência Social, educadores, lideranças e integrantes da rede de proteção, como o Conselho Tutelar e CRAS, reforçou que a responsabilidade pela proteção da infância é um compromisso coletivo e inadiável.
Segundo Iraci, a prevenção é o caminho prioritário no enfrentamento desse tipo de problema e que o assunto é sério e grave. Enfatizou que o ponto-chave para alcançar o objetivo começa pela empatia de quem lida com os menores. Este sentimento gera atenção e sensibilidade de todos os que convivem com crianças e adolescentes e ajudará a despertar o olhar atento para identificar sinais de que algo não está bem. A consequência disso alcançará a aproximação e, por consequência, a escuta acolhedora, o apoio imediato e os encaminhamentos corretos, fundamentais para garantir proteção, segurança e dignidade às vítimas.
Em entrevista ao Folhasete, Iraci de Andrade alertou que a violência sexual é somente uma das formas de agressões que ocorrem. A orientação e a conversa aberta são essenciais para prevenir e proteger. “Quando uma criança ou adolescente sofre violência, a maioria das vezes ele esconde. Por isso, nós precisamos ter uma relação afetiva e comprometida para conseguir identificar os sinais que manifestará quando está sendo vítima. Estima-se que de cada dez menores que sofrem violência sexual, somente um consegue romper o silêncio e pedir ajuda”.
Acrescentou que a rede de proteção, começando pela família, deve estabelecer e manter um diálogo e uma relação próxima com as crianças. A assistente social alertou que todas as pesquisas mostram que a violência sexual é geralmente praticada por alguém que a vítima tem como referência afetiva, como pais, padrastos, tios, primos, avós, padrinhos, entre outras pessoas de seu círculo de confiança. “Então, para fazer a denúncia, essa criança precisa se imbuir de muita coragem, porque ela não sabe o que vai acontecer com o agressor. Daí a necessidade de ela ter um vínculo afetivo de confiança e se sentir segura para, quando isso ocorrer, ter a capacidade emotiva de buscar alguém que possa contar”. Lembrou que a proteção vem da atitude individual e que, agora, quem se calar poderá ser penalizado. “Omissão agora é crime”, alertou.

Participação

Na abertura do seminário, crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) de Seara apresentaram uma canção cuja letra destacava a importância dos cuidados e da proteção individual, especialmente em relação ao abuso e à violência sexual. A presidente do Legislativo, Dirlei Giombelli Wildner, o secretário de Assistência Social, Nelson Carpe da Silveira, e o prefeito Beto Gonçalves ressaltaram a relevância da programação e da campanha Maio Laranja, enfatizando, principalmente, a responsabilidade de toda a sociedade em integrar a rede de proteção de crianças e adolescentes no combate aos crimes contra a infância. Materiais de orientação foram distribuídos aos participantes do evento.

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