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Um grande exemplo de superação

  • - Vanessa Drumm: mais forte que o preconceito

Arabutanense Vanessa Drumm vence desafios e o preconceito.

O que realmente pode nos impedir de sonhar, de buscar nossos objetivos e de viver plenamente a beleza e a intensidade da vida? Seriam nossas diferenças físicas ou intelectuais? Quem estabelece os limites? A sociedade? Quem tem o direito de julgar? Será que o mundo pertence somente a alguns poucos privilegiados? Com toda convicção digo que não!
Ninguém, além de nós mesmos, tem o poder de nos impedir. Somos nós, por meio de nossas escolhas, desejos e atitudes, que decidimos até onde podemos ir. O que nos trava na maioria das vezes é a maneira como nos enxergamos, o quanto nos respeitamos e o medo de arriscar, enfrentar os desafios que todos, sem exceção, precisamos encarar. Isso faz parte do processo de crescer, amadurecer e evoluir. Cada um tem sua própria jornada. E é nela que descobrimos a força de sermos quem somos.
A arabutanense Vanessa Drumm não só entendeu bem isso como tem mudado a própria história. Apesar da dureza das lutas que precisou guerrear, não se encolheu e nem desistiu. Portadora da Síndrome de Apert, também chamada de acrocefalossindactilia, doença genética que causa a fusão dos ossos do crânio, das mãos e dos pés, carregou as marcas no rosto, mas, acima de tudo, sustentou no coração uma força que não se mede. Passou por várias cirurgias corretivas, realizou tratamentos e tem enfrentado uma longa jornada para assegurar saúde, bem-estar e o máximo de qualidade de vida. À reportagem do Folhasete, Vanessa relatou que “desde pequena vi olhares antes das palavras. Senti silêncios antes dos abraços. Cresci percebendo que nem todos entendem que inclusão não é favor, mas, sim, um direito. Mesmo assim, nunca deixei de sonhar”.
Hoje com 18 anos de idade, concluindo o terceirão do Ensino Médio, Vanessa caminha pelos corredores com a cabeça erguida. Ela sabe que seu sorriso é farol e sua presença é uma lição silenciosa para quem quiser enxergar além da aparência. “Mas nem todos olham. Nem todos se aproximam. Muitas vezes, percebo que as próprias pessoas que falam de inclusão não estendem a mão, não puxam conversa, não dividem um lugar na mesa”, comenta. Ainda assim, destemida, não abre mão de lutar e seguir. A jovem guerreira tem consciência de que sua vida não se define pela falta de empatia alheia, mas, sim, pelo amor que cultiva, pelas amizades verdadeiras que conquistou e pelo futuro que está construindo.
Além de estudante, é empreendedora. Tem uma loja virtual de moda íntima e pijamas (@sempre_bellaa_180), faz cursos de atualização e qualificação dentro do seu ramo profissional e segue com os tratamentos e terapias com dedicação e resiliência.
Para quem cruza seu caminho, a jovem deixa uma mensagem: “Inclusão não é só aceitar a presença de alguém, é reconhecer, respeitar e compartilhar a vida com essa pessoa”. E como ela mesma afirma: “Vanessa Drumm é muito mais que um diagnóstico. É história, coragem, superação e inspiração. E um dia, o mundo ainda vai aprender a olhar como mereço ser vista”.

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