Inquérito está finalizado
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- Delegado William comandou investigação
Polícia Civil conclui investigação sobre desvio em cooperativa.
A Polícia Civil concluiu nesta semana o inquérito que investigou um esquema de fraudes contra a Cooperativa de Transporte de Cargas de Seara (CooperSeara). O caso, que gerou um prejuízo à Cooperativa de mais de R$ 380 mil em 2025, resultou no indiciamento de três pessoas suspeitas de participação no crime.
De acordo com o delegado de Seara, William Testoni Batisti, a investigação teve início após a própria Cooperativa comunicar as irregularidades às autoridades. “Nossa Delegacia conseguiu concluir o inquérito que apurou a fraude. Nosso trabalho iniciou a partir de uma notícia feita pela própria Instituição, indicando essa organização criminosa”, explicou.
As apurações identificaram que ao menos 31 fretes foram pagos de forma indevida a uma transportadora sediada no Mato Grosso do Sul. Segundo o delegado, o esquema envolvia a participação de uma funcionária da Cooperativa em conjunto com os responsáveis pela empresa beneficiada. “Identificamos uma colaboradora da Cooperativa que tinha atuação nessa fraude, juntamente com outras pessoas envolvidas em uma empresa que era beneficiária desses fretes”.
O grupo utilizava diferentes métodos para efetuar as fraudes. “Existiam duas formas de operação - ou a funcionária duplicava um frete que realmente existia, gerando um pagamento indevido à empresa, ou eram criados fretes que nunca aconteceram”, detalhou o delegado.
A funcionária investigada era responsável pela emissão dos Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CTEs) e manipulava os dados para favorecer a transportadora. “Ela fazia CPFs falsos ou duplicados em favor dessa empresa, que recebia os valores e depois devolvia parte do dinheiro para a conta da colaboradora”.
A quebra de sigilo bancário foi essencial para comprovar o esquema. Segundo a Polícia Civil, o fluxo financeiro evidenciou o caminho do dinheiro desviado. “Identificamos exatamente esse roteiro: o valor saía da Cooperativa, entrava na conta da transportadora e retornava para a conta da investigada”, disse Batisti.
As investigações também incluíram a operação “Sem Redenção”, deflagrada em outubro de 2025, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Seara, Getúlio Vargas-RS e em Dourados-MS. Aparelhos celulares foram apreendidos e analisados pela perícia. “Com a análise dos laudos periciais, conseguimos confirmar a associação entre os envolvidos e a articulação da fraude”, destacou o delegado.
Apesar da gravidade do caso, os investigados respondem em liberdade. Conforme Batisti, a decisão foi estratégica. “Como era um caso complexo, uma eventual prisão poderia prejudicar a coleta de provas. Por isso, optamos por não representar pela preventiva naquele momento”, explicou.
Tanto a ex-funcionária da Cooperativa quanto os outros dois envolvidos, um casal, sócios-proprietários da empresa transportadora do MS, foram indiciados por fraude eletrônica e associação criminosa. “Agora o caso será analisado pela Promotoria, que vai avaliar se há elementos suficientes para o oferecimento de denúncia ou se serão necessárias novas diligências”, finalizou o delegado.
Promoção
William Testoni Batisti deve ser promovido e deixar o município de Seara, retornando para o Sul do Estado, onde residem familiares. A expectativa é que ele responda pela Delegacia de Seara até meados de abril.
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