Mais de 10 mil quilos à disposição

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- Primeira Feira do Peixe aconteceu na propriedade de Olímpio Brito, em Serra Alta
CRONOGRAMA Feiras acontecem nas comunidades do interior e também na cidade .
O período da Quaresma faz com que a procura por peixes se acentue nos mercados, feiras e nas propriedades rurais. Nos 40 dias que antecedem a Páscoa, os cristãos costumam diminuir ou até evitar o consumo de carnes vermelhas, em ato de reflexão e penitência.
Em Seara, conforme a Secretaria Municipal da Agricultura e do Meio Ambiente, a estimativa é que cerca de 10 toneladas de peixes sejam consumidas nessa época do ano. As espécies mais comuns na região são as carpas e as tilápias.
A tradicional Feira do Peixe Vivo já iniciou com a venda do pescado no interior. “Este ano tivemos dois eventos com mais de mil quilos sendo comercializados”, comenta o secretário Renato Tumelero. Hoje, dia 22, a programação será na propriedade de Alcides Bender, no distrito de Caraíba. Nos dias 11 e 12 de abril, também em Caraíba, a comercialização será na propriedade de José Bassani. Já na cidade a Feira acontecerá no dia 29 de março, com o piscicultor Lúcio Fritch; em 4 e 17 de abril, com Amarildo Casarotto; e no dia 11, com os peixes sendo comercializados por Cleidemar Wildner. Outra opção é a venda direta com o produtor Debastiani Tecchio, em linha Bonita, durante todo o período.
De acordo com a médica veterinária do município, Kalinka da Silva, as vantagens de adquirir os peixes direto com o produtor são inúmeras, como a qualidade e garantia de um alimento fresco e dentro dos padrões sanitários. “Envolve toda uma preparação para o consumo do alimento, que é altamente perecível. Caso ele seja feito de forma errônea, pode implicar na questão de saúde pública. É por isso que o município de Seara, juntamente com a Secretaria da Agricultura, valoriza a questão da Feira do Peixe Vivo com os produtores locais”.
Kalinka pontua que os consumidores devem observar as condições de armazenamento. “A conservação tem que ser feita de forma adequada para não ter contaminações. A gente procura cuidar, principalmente que todos os produtores estejam registrados com a sua produção na Cidasc. Então, com relação à Feira, os consumidores, sem dúvida, podem ir até essas propriedades ou nas vendas que vão ocorrer na cidade no mês de abril que vão adquirir, sim, um produto de qualidade e com grande segurança alimentar”.
Destaca ainda que o consumo de peixe é benéfico o ano todo. “Trata-se de uma proteína de alto valor biológico. Infelizmente, aqui na nossa região não tem um lugar cativo se comparado a outras proteínas, como a de frango e a bovina. As feiras são também uma forma de conscientizar a população searaense de que a gente tem proteína de peixe de qualidade sendo produzida no nosso município. Os piscicultores estão preparados para atender a todos”.
Dificuldades
Segundo o secretário da Agricultura de Seara, Renato Tumelero, a falta de precipitação e a estiagem acabam prejudicando a produção. “Como temos condições climáticas adversas, como a estiagem, diminui o volume dos reservatórios e exige movimentação para oxigenação da água, para garantir também o crescimento dos peixes. No entanto, muitos se utilizam desse momento para fazer a despesca e deixar o açude preparado para chegar setembro ou outubro e fazer o povoamento de novo”.
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