Altas temperaturas podem provocar danos à saúde

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- Nos dias quentes a recomendação é beber água regularmente mesmo sem sentir sede
ALERTA Dias quentes tornam-se mais longos e sufocantes, elevando os índices de doenças relacionadas ao calor extremo. População deve evitar exposição direta ao sol.
Insolação, desidratação, queimaduras na pele, exaustão e até mesmo alterações de pressão são algumas consequências provocadas pelas altas temperaturas registradas nos últimos tempos e de forma cada vez mais acentuada. O assunto é sério e merece a devida atenção.
O médico Rodolfo Henrique dos Santos, alerta que o calor excessivo pode trazer vários prejuízos à saúde, especialmente quando há exposição prolongada. Entre os principais problemas, destaca a desidratação, que ocorre quando o corpo perde líquidos e sais minerais rapidamente devido à transpiração intensa. “Isso pode levar a sintomas como fraqueza, tontura e até insuficiência renal em casos mais graves”. Outra complicação séria é a insolação, quando o organismo perde a capacidade de regular a temperatura, que pode ultrapassar 40°C, causando confusão mental, perda de consciência e, em situações extremas, risco de morte. Também há a exaustão térmica, que é resultado da perda excessiva de água e sal pelo suor, podendo evoluir para insolação se não tratada. Além disso, salienta os danos à pele. “Não podemos esquecer das queimaduras solares, que aumentam o risco de câncer de pele a longo prazo, dos problemas respiratórios, que podem se agravar com o ar quente e úmido, e das cãibras térmicas, causadas pela perda de sais minerais”.
Os efeitos podem ser mais agressivos para determinados grupos. “Algumas populações têm maior risco de sofrer com o calor excessivo. Idosos, por exemplo, tendem a ter uma regulação térmica menos eficiente. Suam menos e, muitas vezes, não sentem sede com a mesma intensidade, o que os torna mais propensos à desidratação. E muitos usam medicamentos que podem afetar a resposta do organismo ao calor”. Pontua que as crianças também exigem atenção especial. “Seus corpos ainda não regulam bem a temperatura, e elas podem se desidratar rapidamente”. Trabalhadores ao ar livre e pessoas que praticam atividades físicas em ambientes quentes igualmente estão mais suscetíveis a problemas como insolação, exaustão térmica e queimaduras solares.
Para prevenir, segundo o médico, a principal recomendação é a hidratação adequada. “Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, é essencial para evitar a desidratação. É importante ainda evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, entre 10h e 16h, e procurar locais frescos e ventilados sempre que possível”. Lembra que o uso de roupas leves, claras e de tecidos respiráveis, como algodão, também ajudam a reduzir o impacto do calor. “Para quem trabalha ou pratica esportes ao ar livre, o ideal é adaptar o ritmo e fazer pausas frequentes em locais sombreados. O protetor solar deve ser aplicado e reaplicado a cada duas horas, com FPS mínimo 30, mesmo em dias nublados, e óculos escuros ajudam a proteger os olhos dos raios UV”. Idosos e crianças devem ingerir líquidos, evitar locais abafados e estar bem protegidos do sol. “Familiares e cuidadores precisam estar atentos a sinais como confusão mental, tontura e fraqueza, que podem indicar um quadro de desidratação ou insolação”.
Sinais e sintomas
O médico Rodolfo Henrique dos Santos ressalta sinais e sintomas de alerta e orientações básicas de atendimento em relação às altas temperaturas. “Se a pessoa apresentar sinais como confusão mental, desmaio, temperatura corporal muito alta ou pele seca e quente, é fundamental buscar atendimento médico imediato. Enquanto isso, ela deve ser levada para um local fresco, ser hidratada e, se possível, resfriada com compressas frias ou ventilação. O calor excessivo pode ser perigoso, mas com medidas simples de prevenção conseguimos reduzir os riscos e proteger nossa saúde”, afirma.
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