Primeiro caso confirmado em 2025

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- Agentes monitoram proliferação do inseto
No ano passado município registrou 62 pacientes infectados pelo mosquito Aedes aegypti.
O município de Seara tem um caso confirmado de dengue em 2025. Conforme informações da fiscal de Vigilância Sanitária e coordenadora do Programa de Combate às Arboviroses, Cintia Mara Schwartz, o paciente positivo iniciou os sintomas no dia 29 de dezembro, mas foi computado neste ano em função do período de coleta.
Segundo as informações, a pessoa não saiu do município naquele período e provavelmente se contaminou em Seara. “Mas foi um fator isolado. Se fosse ter um surto, a gente já teria aumentado lá no início do primeiro caso. É possível que haja mais casos, porque as pessoas circulam muito. Agora é um período de férias. Todo mundo foi viajar e ninguém lembra de passar repelente, infelizmente”.
Embora estejamos no auge do Verão, com incidência de altas temperaturas, Cintia avalia que a situação não é preocupante. “Aparentemente estamos numa condição tranquila. O cenário que se apresentou no Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) em setembro de 2024 é que a gente teria uma baixa incidência. E foi o que se confirmou. No ano passado tivemos muitas coletas, mas 62 pacientes apenas positivos”.
Desde o dia 3 de fevereiro as equipes da saúde estão realizando um novo LIRAa. “É aquele levantamento rápido, que a gente sorteia algumas ruas e bairros. Um sorteio realizado por um programa do Estado em que a gente faz 50% das residências desses sorteios. Tivemos duas coletas em locais com larvas, aliás, foram um volume considerável de larvas, mas a gente ainda não tem a resposta, o laudo, dizendo se é Aedes aegypti ou albopictus, ou alguma outra espécie”. O trabalho de coletas foi finalizado nesta sexta-feira.
Agora as atividades se concentram no monitoramento de 25 armadilhas e oito pontos estratégicos espalhados pelo município. “Temos também os tratamentos normais e os atendimentos de denúncias, além dos bloqueios de transmissão, que é quando ocorre a suspeita de um paciente positivo, que é feito a coleta via LACEM ou no laboratório particular a gente solicita a recoleta, independente do caso ter dado positivo ou não, porque a gente não pode aguardar o resultado. Se tem a suspeita do paciente, que ele é considerado provável para nós, a gente tem que fazer o bloqueio de transmissão e é feito esse controle”, comenta Cintia.
Com relação a aplicação de fumacês, nos últimos meses não houve a necessidade de aplicação. “Fizemos um em março com pulverização do BV costal, em torno da rodoviária até a Beira-Rio, em uma região onde a gente teve paciente positivo. E em abril foi feito o BV veicular em algumas ruas, porque tivemos um aumento dos casos. Então, se é um caso isolado não vai fazer, mas se tem um, dois, três casos a gente inicia com essa aplicação”. No entanto, Cintia destaca que “a aplicação do BV, tanto o costal quanto o veicular, só atinge os mosquitos voando. Não vai fazer nada nos ovos e nem nas larvas. Então, o que a gente tem que fazer para não ter dengue é não deixar criar”.
Prevenção
De acordo com Cintia Mara Schwartz, os principais problemas encontrados pela equipe são o lixo acumulado nas residências e, por consequência, o acumulo de água. “A gente pede que as pessoas limpem os quintais. Tirando cinco minutos durante a semana, a gente consegue fazer essa limpeza. Também devemos ter atenção com as calhas das residências, deixar as caixas d’água bem vedadas, usar tela nos ladrões e não deixar objetos que possam acumular água”. Conforme a fiscal, em breve será realizada uma campanha de recolhimento de pneus em parceria com a Secretaria da Agricultura.
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